sábado, 10 de setembro de 2011

Voos da Gol terão sistema de bordo com entretenimento e notícias on-line


No que depender da companhia aérea Gol, as viagens serão mais interativas para os seus clientes. É que, ainda a partir deste mês, parte dos voos da empresa vai contar com um sistema de notícias e entretenimento de bordo on-line. Entre os conteúdos que serão oferecidos no portal, que terá acesso gratuito, estão reportagens e artigos de jornais e revistas, programas de TV, esportes, jogos e canais de músicas.

Os passageiros vão poder acessar esse sistema da Gol nos voos por meio de aparelhos eletrônicos equipados com Wi-Fi, como iPhones, iPads, iPods touch, netbooks e notebooks. O acesso do conteúdo por meio de outros tipos de tablet e smartphone está sendo estudado e deve ser viabilizado no futuro.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Renascimento das reportagens nos celulares

Os jornalistas americanos Evan Ratliff e Nicholas Thompson estavam cansados do desinteresse dos wejornais pelas grandes reportagens. Numa conversa com o amigo Jefferson Rabb, programador e web design, num bar do Brooklyn, resolveram fazer algo para mudar o cenário. O resultado foi a criação do The Atavist, uma plataforma de apresentação de conteúdos longos para dispositivos digitais, como o, Kindle, o Nook, o iPad, o IPod e o IPhone.

Para usar o The Atavist, é necessário descarregar o software que está disponível gratuitamente na web. Em seguida é possível ter acesso às histórias pagando entre 2,99 e 1,99 dólares. A plataforma permite ao usuário ler, escutar ou ver as reportagens, além de extras com o making-off da produção, edição e escrita das mesmas. Caso o leitor não queria vídeo ou áudio, pode desativá-los com um simples clic e continuar a leitura do texto.

De acordo com os criadores, o objetivo da plataforma é oferecer a leitura de um jornalismo de qualidade num desenho simples e interessante. No momento estão sendo oferecidas sete histórias aos interessados.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Futuro da interatividade na TV passa pelo Twitter


O Twitter se prepara para ser o futuro da interatividade na televisão. Esta é a profecia do jornalista e criador de mídias Robin Sloan, que faz parte da equipe do microblog que conta com mais de 100 milhões de tweets diários. Em recente palestra na conferência NewTeeVee, em São Francisco (EUA), Sloan ressaltou que caberá ao Twitter a função de guia eletrônico de programação televisiva do futuro, como informou a coluna Digital & Mídia, da seção Tecnologia da página de O Globo na internet.

“Falamos sobre televisão interativa há mais de 20 anos, esperando que uma plataforma ou caixa mágica finalmente apareça, mas talvez o Twitter seja, de fato, a plataforma para a TV interativa. Afinal, ele é simples, cada vez mais onipresente, trabalha em cima de qualquer sistema... e todo mundo já o usa para falar de televisão”, afirmou Robin Sloan na ocasião. Para exemplificar, ele citou exemplos como programas do canal Discovery que exibem tweets em tempo real e o uso de um "Twitter Jockey" (TJ) na premiação de videoclipes da MTV americana, que trabalhava os tweets recebidos à medida que as atrações se apresentavam no palco.

No Brasil, esse cenário também é facilmente perceptível. Sobretudo nos dias de jogos de futebol televisionados e no horário das novelas. Um exemplo recente consiste no último capítulo da novela “Insensato Coração”, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, exibida no horário nobre da Rede Globo. Logo após o término do capítulo final, o folhetim aparecia quatro vezes entre os assuntos mais comentados pelos usuários do microblog. A novela chegou até a entrar na lista mundial dos trending topics (assuntos mais comentados) do Twitter, com as hashtags #ProntoMorri — frase dita por Léo (Gabriel Braga Nunes) depois de forjar a própria morte — e #Vote Natalie, uma referência à personagem de Deborah Secco.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

NYT cria projetos interativos para os internautas

O cibermeio The New York Times apresenta o beta 620. O site traz sete projetos inovadores abertos à participação da comunidade de leitores.

Os três principais projetos são o TimesInstant, o Community Hube e o NYTimes Crossword Web App. O primeiro é basicamente um buscador dentro do site do webjornal. O feedback ágil permite ao usuário verificar o conteúdo de seu interesse de forma rápida, e, com base nos resultados, modificar a consulta com base. O outro projeto, o Community Hub, viabiliza o acesso a todos os comentários, opiniões e sugestões dos leitores. O último é um quebra-cabeça que permite aos interessados trabalhar em off-line e é aberto a qualquer internauta.

A iniciativa quer incrementar a interação com os leitores, funcionando como um laboratório para a criação e inovação da apresentação das notícias. Conheça mais sobre a história do NYT. Também veja um vídeo fascinante com as 12 mil primeiras páginas deste webjornal em 2010.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Fundador do 'El País' alerta para concorrência do Google e do Facebook

Foi-se o tempo em que os portais de notícias na internet eram o principal concorrente do jornal impresso. Atualmente, os principais rivais dos veículos tradicionais de imprensa são sites como o Google e o Facebook. Quem faz o alerta é o jornalista espanhol Juan Luis Cebrián, 66 anos, fundador do "El País" e presidente do Grupo Prisa — formado por empresas de comunicação, educação, cultura e entretenimento e que está presente em 22 países da América e da Europa.

"Estes são nossos competidores reais. E não queremos admitir porque não sabemos como competir com eles", afirmou Cebrián em recente entrevista ao jornal Folha de S.Paulo. Na conversa, o jornalista diz enxergar com pessimismo o futuro dos jornais porque a internet "não tem intermediários". Isso acabaria por potencializar elementos como a interatividade, algo tão valorizado e perseguido pelos leitores.


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Jornalista ganha dinheiro tuitando

A via tradicional que grande parte dos jornalistas está seguindo na internet é criar um blog, site ou estar nas redes sociais divulgando seu trabalho. Paul Brandus escolheu apenas estar no Twitter. Ele é @WestwinReport, um jornalista americano especializado nas atualidades da Casa Branca e do Capitólio.

O modelo de negócio independente inventado por Brandus lhe permite contratos com rádios locais de todo o país. Ele também faz crônicas de Washington e transmissão via Skype para televisões regionais. Sua maior fonte de renda e influência vêm da página concedida pela emissora Washington WTOP. “Creo que estoy inventando un nuevo modelo de negocio sobre la marcha", disse o jornalista. Para conhecer mais a história de Brandus, veja Periodismo con Futuro.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Universal Channel terá mais interatividade

O "MYUCA" é a mais nova criação da agência digital Simples Estúdio para o site do Universal Channel (uc.tv.br). A ferramenta é um espaço para os fãs do canal poderem criar suas páginas personalizadas, associando aos interesses de cada um na programação da Universal.

A novidade está disponível deste a penúltima semana do mês de fevereiro. Aos visitantes é possível adicionar às páginas, elementos como: vídeos, blogs das séries, sistema de aviso ligado à grade de programação e notícias do canal. O usuário pode organizar os links da maneira que quiser. Outra vantagem é rapidez, que conta com a tecnologia Ajax.

Mais informações: Meio & Mensagem.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Daniela Bertocchi e o jornalismo participativo


Daniela Bertocchi, jornalista e pesquisadora, blog Intermezzo, discute neste texto o jornalismo participativo e como os webjornais brasileiros desenvolvem o seu relacionamento com o cidadão-repórter. Como ela, eu, Carmen Carvalho, concordo que existe a necessidade um novo termo para explicar a interação entre os jornalistas, o cidadão e os webjornais. Os conceitos de jornalismo participativo e jornalismo cívico não dão mais conta dos novos fenômenos de interatividade que a internet está possibilitando. O jornalismo precisa se reescrever, ser prático e compreendido como uma construção mais plural da realidade. Confira abaixo a discussão.


De acordo com a pesquisadora, o jornalismo colaborativo deve ter uma interferência mínima ou nula dos jornalistas no conteúdo produzido pelos usuários; no cívico, ao contrário, existe um controle da interação por meio da edição, da filtragem de informações e da moderação da participação dos usuários. Portanto, o "“jornalismo participativo” (colaborativo) ocorre quando um cidadão, ou grupo de cidadãos, assume uma função ativa no processo de recolha, reportagem, análise e divulgação de notícias e informações. O objetivo desta participação é fornecer aquilo que um sistema democrático exige: informação independente, confiável, acurada e variada." O “jornalismo cívico”, por outro lado, procura encorajar a participação, mas as organizações noticiosas mantêm um elevado nível de controle através da determinação da agenda temática, da seleção dos participantes e da moderação das conversas.


Sendo, assim, explica a pesquisadora, "é completamente natural não encontrarmos a prática do jornalismo colaborativo nos grandes portais brasileiros, uma vez que sabemos que estes são projetos de tradição jornalística que claramente defendem o jornalista profissional como aquele capaz de editar, filtrar, checar etc. as informações com mais propriedade e melhor rigor do que qualquer um outro profissional ou cidadão. E o leitor não é percebido como jornalista profissional. Torna-se um colaborador importante, mas não essencial para o funcionamento da máquina jornalística."

Para fundamentar o seu argumento, Bertocchi cita o caso do UOL. Segundo ela, o site "errou ao publicar uma foto de leitor sem antes passar um olhar atento sobre a imagem. E acertou em assumir o erro. Este processo revelou exatamente como as coisas são entendidas pelos portais: deve ser exercido o controle do jornalista através da edição, da filtragem de informações e da moderação da participação dos usuários. Fundamental é mesmo o corpo de jornalistas presentes da redação, profissionais com habilidades e competências para desempenhar as suas funções com qualidade. Ou seja, não existe jornalismo colaborativo nos portais brasileiros. Se existisse, não haveria a lógica do “erro”. Em vez do “filtro, logo publico”, ficaríamos com o “publico, logo filtro” e tudo bem (processo de construção conjunto entre comunidades). Aí reside a diferença fundamental. "


Resulta que para a pesquisadora "no ciberjornalismo existe, na verdade, uma “liberdade simulada” do leitor, e não propriamente uma “liberdade real. Resta saber mesmo é como o jornalismo vai transcender o seu atual papel nas sociedades contemporâneas…"


Entrevista na íntegra ver Jornalismo Morreu!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Obama em capas de jornais no The Guardian



Não dá para ficar alheio a posse mais esperada em 2009: Barack Obama na presidência dos Estados Unidos da América. No dia 20 de janeiro de 2009, ele assumiu o poder do país mais poderoso do mundo, com todos os festejos e badalações esperadas, e o discurso foi um dos mais incisivos e realistas para o momento de crise dos americanos, consequentemente, de todo o mundo. Mais importante ainda foi o destaque mundial dado à posse. Vale a pena conferir 48 capas de jornias, que o The Guardian, da Inglaterra, selecionou, organizaou e disponibilizou para o público.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Interatividade na TV, segundo Jana Bennett da BBC


Nos dias 23 e 24 de dezembro de 2008, o Sala de Notícias Entrevista, da TV Futura, apresentado pela jornalista Amanda Pinheiro, terá Jana Bennett, diretora-geral da BBC Vision, maior grupo de produção multimídia do mundo. O canal que produz e contrata todo conteúdo para transmissões digitais de TV e internet dos quatro principais canais da rede britânica BBC, além dos canais UKTV e BBC América.

Na entrevsita, Jana falará sobre as possibilidades de interatividade na TV digital, da relevância que a divulgação científica tem na grade de programação da BBC e da opção da emissora de produzir programas no polêmico formato reality show. Além desses temas, a Jana Bennett vai contar sua trajetória profissional: a opção pelo jornalismo e pelos programas de divulgação científica e também a experiência de dois anos de trabalho nos EUA, como executiva do grupo Discovery. Mais informações no site da TV Futura
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