Antes eram os jornalistas gatekeeper, os chamados porteiros, os responsáveis por filtrar as informações que chegariam ao público, levando em conta critérios como relevância e interesse público. Hoje, do site de notícias ao blog de fofocas de celebridades às redes sociais, todos têm filtros, um sistema que rastreia o perfil do usuário e dá a ele o que “seria do seu interesse”.
Os perigos e os excessos dessa personalização da informação na internet são questionados por Eli Pariser, autor do livro The Filter Bubble - What the Internet Is HidingFrom You. Para ele, cada vez mais os usuários estão menos expôs a ideias diferentes e mais isoladas em bolhas que nada podem acrescentar. O sistema de algoritmos de filtros é como um Big Brother, um vigilante constante, que tanto pode ser usado para fins comerciais como delimitar o acesso a informações em estados autoritários.