Neste ano, um jornalista foi assassinado a cada cinco dias no mundo. Essa estatística assustadora foi divulgada pela ONG Repórteres sem Fronteiras (RSF) nesta quinta-feira (3), o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Em nota, a entidade informou que, "desde o início do ano, 21 jornalistas e 6 blogueiros perderam a vida, sobretudo em zonas de conflito, como Síria e Somália". Ainda no comunicado oficial, a RSF fez uma crítica aos líderes que, segundo a organização, atuaram como "predadores da imprensa" e qualificou o presidente sírio, Bashar Assad, e as milícias somalis como "verdadeiros açougueiros". Ao todo, 41 organizações e líderes "hostis à liberdade de imprensa" foram listados pela ONG. A lista de inimigos da liberdade de imprensa elaborada pela RSF recebeu seis novos membros: o grupo radical islâmico da Nigéria, Boko Haram; a junta militar que governa o Egito; o ministro da Informação da Somália, Abdulkadir Hussein Mohamed; e Vasif Talibov, governante da região autônoma de Nakhchivan, no Azerbaijão. Também foram incluídos na lista os serviços de inteligência do Paquistão e o novo líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un.