Mostrando postagens com marcador pérolas do Enem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pérolas do Enem. Mostrar todas as postagens

sábado, 21 de janeiro de 2012

Por que o sistema virtual do Enem apresenta falhas frequentes?

O Enem, nas atribuições, deixou de ser “apenas” o Exame Nacional do Ensino Médio. Hoje, o projeto que contou com apenas 115 mil inscritos no primeiro ano (1998), computou mais de 4,5 milhões  em 2011. O marco para tamanha expansão foi a unificação dos vestibulares, em 2009, a partir de um novo modelo de prova. O Exame agregou funções e ganhou o que queria: responsabilidade, grandeza, visibilidade e poder.  Adjetivos que o colocaram, ao mesmo tempo, capacitado para errar e alvo de maior investigação.

Com o crescimento do Enem, o maior uso da Internet (pela facilidade que proporciona de tempo e espaço) foi inevitável. O problema é que não havia - e não há - um sistema eficaz criado pelos responsáveis para lidar com tamanha demanda. Afinal, foi a primeira vez que se implantou algo tão grandioso, num país continental, e o despreparo tornou-se evidente. Basta uma análise dos últimos escândalos que envolveram o Enem, para se perceber o quanto ele precisa ser aperfeiçoado.

O Exame de 2011, ainda hoje, estampa diariamente manchetes de jornais. Quase sempre as notícias são negativas e revelam falhas do sistema virtual. Teve o caso dos alunos do colégio particular que tiveram acesso antecipado a questões, a falha de segurança com a divulgação do tema da redação antes do tempo mínimo estabelecido, o boletim da candidata que deixou a prova em branco e tirou nota maior que a mínima, a dificuldade de acesso ao SISU, a determinação da Justiça sobre a prova de redação  e diversos transtornos sofridos por estudantes do Brasil. Em 2010, vale lembrar o vazamento de informações sigilosas   de inscritos, também pela internet.