Um artigo recente do New York Times chamou atenção para o assédio que muitas mulheres vivem em comunidades de jogos online. Assédio na internet é um fenômeno tão antigo quanto os jogos online, mas, o que chama atenção é a violência que tem acontecido a partir das denúncias sobre esse tipo de problema.
Desde maio deste ano, a feminista Anita Sarkeesian, realiza uma campanha para angariar dinheiro com objetivo de examinar tropos misóginos nos jogos e documentar como as mulheres são retratadas em games. Suas páginas no YouTube e no Facebook foram imediatamente inundada com comentários cheios de ódio, além de receber ameaças pessoais violentas. A agressão chegou a tal ponto, que criaram um game cujo único objetivo era exterminá-la.
Pesquisas americanas mostram que o percentual de mulherem em jogos online varia de 12% para cerca da metade do número de usuários, dependendo do tipo de jogo. Estatísticas da indústria da Entertainment Software Association dizem que 47% dos jogadores são mulheres, mas não há como confirmar esses dados em função dos próprios avatares.
Mulheres do mundo inteiro relatam ameaças sexuais, insultos e agressões. Em sites como NotIntheKitchenAnymore.com ou FatUglyorSlutty.com, as mulheres são recebidas com mensagens abusivas, como "Cadela", "Vagabunda" ou "Vá para a cozinha e pare de jogar".






