sábado, 11 de fevereiro de 2012

BBC e Washington Post em luta contra os trolls

A interatividade na internet é uma característica inerente à nova mídia. Por meio das redes sociais e nos webjornais - na seção de comentários, nos fóruns e nos chats - é possível a qualquer um manifestar opinião. Mas alguns, os trolls, exageram na medida, fazendo provocações, insultos cruéis e racistas.

A BBC rastreou e encontrou um desses tipos. O nome dele é Darren Burton, mais conhecido no Facebook como Nimrod Severen, e que tem por hábito escrever ofensas nos perfis de pessoas mortas.

O repórter da BBC Declan Law seguiu Burton para questionar as suas atitudes: comentários que podem ser considerados contra a lei. Mas ele não está nem um pouco preocupado com os seus atos. A primeira resposta a uma pergunta sobre as pessoas ofendidas foi outro insulto: “que se f####”. O seu argumento de defesa é que o Facebook, por exemplo, seria um espaço aberto e que poderia se expressar livremente.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Brasil é o segundo país que mais utiliza Tumblr


Você sabe o que é Tumblr? Se a sua resposta foi negativa, já está mais do que na hora de saber o que significa esse publicador de blogs criado em 2007 por David Karp. Isso porque o Brasil já é o segundo país que mais utiliza essa plataforma, ficando atrás apenas dos EUA (veja imagem acima).

Ao todo, os internautas brasileiros acessam 2 bilhões de páginas do serviço por mês e mais de 4 milhões de páginas no Tumblr foram criadas por usuários do País, o que representa um crescimento de 680% no período de um ano. Esses dados recentes foram apresentados pelo gerente de expansão internacional do Tumblr, Josh Nguyen, no último dia 30 de janeiro.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O dia em que a internet parou Salvador

Por Ana Spannenberg
Observatório da Imprensa


Dois de fevereiro é dia de Iemanjá. Salvador para para reverenciar a rainha do mar. Mas neste 2 de fevereiro foi diferente. A cidade literalmente parou para fugir de uma suposta onda de violência manifestada por arrastões em diversos pontos da cidade, o comércio de rua dispensou seus funcionários mais cedo e fechou as portas em plena tarde, shopping centers encerraram seu funcionamento antes do anoitecer, escolas e faculdades suspenderam suas atividades.

Encastelados, usuários das redes sociais anunciavam: “Arrastão na Lapa!”, “Evitem passar pela Avenida Paralela!” e, para comprovar, fotos e vídeos postados a cada minuto mostravam as ruas da cidade vazias ou pequenos grupos de pessoas correndo. Volta e meia surgia um depoimento de alguém que pouco antes conseguira escapar ileso de um arrastão ou tentativa de assalto. A hastag #grevepmba chegou a ocupar o primeiro lugar no Trending Topics nacional do Twitter. A soterópolis vivia, sem dúvida, em estado caótico.

Apesar de parte da corporação da Polícia Militar estar em estado de greve desde a noite de 31 de janeiro, uma sensação de esquizofrenia midiática tomou o leitor, que procurou nas páginas dos principais jornais e sites noticiosos informações mais precisas sobre o que estava ocorrendo. Poucas ou nenhuma palavra a respeito. Durante a madrugada anterior, quatro agências bancárias haviam sido atacadas, nenhum ferido, nenhum furto. Ao final da tarde, alguns veículos começaram a noticiar a “onda de boataria” que apavorou a população e fez com que o governador do estado pedisse reforço da Força de Segurança Nacional e do Exército.

Ainda assim, os registros policiais do dia demonstram a disparidade das informações: o número de homicídios, quatro, foi menor do que em outras quintas-feiras do mês anterior (só no dia 12 de janeiro haviam sido registrados 11 casos), assim como o número de veículos roubados, sete (em 19 de janeiro foram 21 registros e, na quinta-feira seguinte, 18). E, diferente das semanas anteriores, no dois de fevereiro não houve tentativas de homicídio ou furtos a coletivos registrados. A soterópolis vivia um dia comum.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Facebook será utilizado pela polícia alemã para encontrar criminosos e desaparecidos


Utilizar o Facebook para encontrar pessoas desaparecidas e procurar por criminosos e suspeitos: este é objetivo de um plano que a polícia alemã pretende colocar em prática em um futuro próximo no país.

O uso experimental de mídias sociais em investigações teve início em março de 2011 em Hannover, uma cidade ao norte da Alemanha, e, apesar das críticas recebidas por parte de alguns grupos de proteção de dados, obteve êxito e o projeto será expandido nacionalmente.

O sucesso do programa nesse primeiro momento é traduzido pela resolução de seis investigações criminais e dois casos de pessoas desaparecidas. Isso aconteceu após retratos-falados de suspeitos e imagens de circuitos fechados de televisão serem divulgados no Facebook — alguns dos casos chegaram a ser solucionados apenas algumas horas depois da publicação das informações na rede social de Mark Zuckerberg. Mas tal êxito não foi o suficiente para evitar as críticas ao projeto, como informa o jornal carioca O Globo em sua página na internet.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Dono da rede e das capas

Veja e Época dedicaram suas capas ao dono da rede social mais popular do mundo, o Facebook.
As edições desta semana das revistas Veja e Época colocaram o criador do Facebook, Mark Zuckerberg, em suas capas, ambas destacam o sucesso do empresário de 27 anos com fortuna avaliada em 100 bilhões de dólares. Além dessa coincidência, as revistas também deram destaque (dentro das matérias e em forma de infográfico) para os empresários que têm parte nas ações no Facebook.

Os focos das reportagens, no entanto, são diferentes. A Veja apresenta a penetração do site de relacionamento entre os internautas de cada país. A matéria cita a rápida expansão do ‘Face’, que deverá chegar a um bilhão de usuários em agosto deste ano.

Como o Facebook se tornou a rede social que é hoje e como fatura, além de dicas para os usuários, foi o foco assumido pela Época, que também destaca que muitas empresas estão aderindo a Fan Page, inclusive no Brasil. As críticas em relação à questão da privacidade foram lembradas em "subtexto" de quatro parágrafos.

Arte interativa a partir da "Natureza Morta"


O Still Life é o mais novo lançamento da arte interativa. O projeto, que em português significa “Natureza Morta”, foi criado pelo americano Scott Garner e tem o intuito de possibilitar uma maneira bem diferente de interagirmos com nossos quadros. Com ele, a tarefa de arrumar as obras na parede pode ficar menos monótona.

Garner emoldurou uma tela LCD com base giratória, agrupou um sensor de movimento e o conectou a um software 3D (que gera imagens em tempo real). O resultado é uma obra de arte interativa; que simula sofrer os efeitos da gravidade. Um quadro em que, numa sincronia perfeita, todos os seus elementos se movem. 

Veja como funciona:


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Mulheres são maioria no Facebook

Um estudo do Pew Research Center divulgado na última sexta-feira (02/02) revela alguns dados interessantes sobre o Facebook e o comportamento de seus usuários. No Brasil, dos quase 38 milhões de internautas brasileiros, 54% são mulheres.

O Brasil ocupar 4º lugar no ranking da maior rede social do mundo, atrás da Indonésia (43 milhões), Índia (43,4 milhões) e, claro, EUA (156 milhões).

Segundo o estudo, as mulheres tem comportamento mais ativo na rede: elas atualizam muito mais conteúdo que os homens. Enquanto as mulheres postam em média 21 vezes por mês, os homens postam apenas 06. Mas, o que tanto as mulheres fazem nessa rede?

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Site cadastra pais para produção independente de filhos


A internet, cada vez mais, revoluciona as relações humanas. Agora, homens e mulheres que decidiram ter filhos, mas estão sem um parceiro ou parceira, podem procurar um site voltado especialmente para quem quer ser pai ou mãe. O Modamily é uma agência virtual de encontros que funciona, por enquanto, apenas em Nova York, nos Estados Unidos,  prestando o serviço chamado de “co-paternidade”.

O site funciona de maneira bem simples. Cadastra-se um perfil contendo dados como altura, peso, religião, sonhos, defeitos, intenções e o número de filhos desejado. Informações sobre as pessoas com quem convive diariamente também são pedidas, para deixar claro quem teria contato com o bebê todos os dias. Fotos e até vídeo de apresentação são possíveis de acrescentar ao perfil. Tudo isso para fazer a melhor propaganda de mãe ou pai ideal. 


Colunista analisa a fama do “web-fenômeno” Luíza


Luíza faz comerciais e cobra cachê em eventos,
após fama na internet
Quase um mês após se tornar mais uma celebridade produzida pela internet, graças ao sucesso do comercial estrelado por seu pai, que gerou o meme "Menos Luíza, que está no Canadá" o colunista social Gerardo Rabello, Luíza, que voltou para colher os frutos da fama instantânea é analisada por Maurício Stycer, comentarista sobre TV e Internet do portal UOL. Ele traça um paralelo com os ex-BBBs, outras personalidades que também tiveram os seus 15 minutos de fama e conclui: “A curva de Luiza lembra muito a de um ex-participante deste reality show”.

Leia o artigo na íntegra aqui.

Direitos Autorais: como garanti-los na Rede?

A Rede Mundial de computadores é ferramenta indispensável na vida de milhões de brasileiros. Além de fonte quase inesgotável de pesquisa, a Internet é um meio capaz de - com agilidade e eficiência - comunicar e entreter. Com sua expansão, tornou-se urgente o debate sobre os direitos dos conteúdos virtuais.

Escher - Drawing Hands (1948) 
No mundo, a discussão ganhou destaque nas diversas mídias. No Brasil, a Lei que “altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais” é a 9.610, aprovada em 1998. São apenas oito artigos, que não tratam exclusivamente da mídia online e, perto de completar 14 anos, se encontram em atraso.


Com intuito de sanar tal carência, um anteprojeto de Modernização da Lei de Direito Autoral (LDA), encontra-se na Casa Civil. O texto passou por consulta pública em 2010 e, apesar da atualização, não deve resolver os conflitos quanto ao Direito Autoral na Internet. Ela tratará da questão das violações nos diversos meios, mas sem ser específica. Assim - rádio, TV, impressos e internet - serão abordados sem a diferenciação devida.

O debate sobre a posse dos conteúdos virtuais deve ser longo e, para entendê-lo melhor, vale apresentar exemplos de como funcionou/ funciona a proteção da autoria em outras mídias. Para isso, entrevistamos Sergio Melo, professor-doutor da UFBA. Ele, que é também roteirista e tradutor, tratou de seus trabalhos na TV e na literatura, além de falar o que pensa sobra a questão na música e na Internet. Uma visão de quem teve obras envolvidas em diferentes situações.