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terça-feira, 8 de maio de 2012

O pós-Facebook

Por Luli Radfahrer*
(Publicado na Folha Online em 30/4/2012)

Com quase um bilhão de usuários, o Facebook parece inquebrável. Seus números são tão grandes que chegam a se confundir com os da própria Internet. Entrelaçado a praticamente tudo que é social no mundo eletrônico, ele se tornou uma plataforma de interação ampla, usada para fins tão variados quanto publicar fotos, trocar ideias, ler textos ou jogar games cada vez mais complexos. Empresas de todos os tipos usam o cadastro do Facebook como crachá de identificação e todo dia surgem novos produtos e serviços desenvolvidos exclusivamente para ele. Um dos pilares do ambiente digital, é difícil imaginar o futuro sem ele. Não é à toa que a expectativa pela oferta pública de suas ações em Wall Street venha causando tanto furor.

Mas o mundo digital evolui muito rápido, e quem pretende ficar na frente não pode se acomodar se não quiser ser ultrapassado. Até há pouco tempo ninguém imaginava que a Microsoft seria ameaçada em sua hegemonia. Sorrateiramente, o Google foi invadindo o espaço com produtos e serviços integrados, apoiados na nuvem, pois tinha compreendido que o modelo de venda de software estava com os dias contados.

Hoje é importante pensar no que virá depois das mídias sociais. Modelo de comunicação praticamente inexistente há dez anos, hoje essas plataformas de publicação e compartilhamento se tornaram tão populares e influentes a ponto de reconfigurar a visão que se tinha da Internet. Se no final do século passado “estar online” significava ter acesso a bibliotecas do mundo inteiro hoje a experiência é muito mais próxima, informal e restrita.

Por mais que redes como o Facebook tenham abrangência global, os grupos de contato e interesse formados nela normalmente consistem de pessoas de uma mesma cidade, bairro, ambiente ou escola, trocando ideias a respeito do que foi publicado por alguns formadores de opinião. Seu uso não é tão diferente do compartilhamento de algo acontecido no jogo de futebol, novela, política, notícia ou publicidade nos papos informais cotidianos.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

O Facebook e os números

Semana passada, o Facebook deu entrada no que deve ser a maior oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) de uma empresa de tecnologia da história.

No documento, entregue à Securities and Exchange Commission (SEC), algumas informações comprovam o tamanho da estreia, como também demonstram que o site vem se tornando menos dependente de publicidade.

Confira alguns números:
  • 83% da receita total do Facebook vem de publicidade; 
  • Essa fatia representa 3,15 bilhões de dólares; 
  • No início de 2010, 99% da receita do site era proveniente de publicidade; 
  • 12% da receita do ano passado veio de games e aplicativos produzidos pela Zynga; 
  • O Netflix gastou 3,9 milhões de dólares anunciando na rede em 2011; 
  • 1 bilhão de dólares foi o lucro líquido do site em 2011; 
  • A rede tem hoje 845 milhões de usuários ativos; 
  • A cada 24 horas, 250 milhões de fotos são postadas; 
  • Diariamente, são 2,7 bilhões de likes e comentários; 
  • 28 milhões de dólares foi o valor gasto pelo Facebook com publicidade em 2011; 
  • O site concentra hoje 17,7% da receita de publicidade online de display, mais do que Google (9,3%), Yahoo (13,1%) e Microsoft (4,9%); 
  • Até o fim do ano, essa fatia subirá para 28%; 
  • Em dezembro, o site deve concentrar 1/6 da receita publicitária dos Estados Unidos. 
Fonte: Revista Exame

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Números revelam que vivemos com excesso de informação

12 mil livros simbolizam a quantidade de dados que cada habitante da Terra recebe diariamente
Atualmente, existem 325 milhões de sites na internet. No tempo que você leu essa frase, 20 milhões de e-mails foram enviados. No celular, 200 mil mensagens de texto são enviadas por segundo. Para assistir a todos os vídeos que são publicados em um dia na rede, uma pessoa levaria cerca de seis anos. Todos os dias, recebemos sete exabytes de dados, o equivalente à capacidade de armazenamento de 1,4 bilhão de computadores pessoais.

Para absorver toda informação que é publicada, seria o mesmo que cada ser humano ler cerca de 12 mil livros em apenas um dia. Esse levantamento foi feito pelos organizadores de uma mostra realizada no Museu da Comunicação, em Berna, na Suíça.

A intenção da mostra é alertar para os malefícios do excesso de comunicação e propor um tratamento para o problema. "Em princípio, a comunicação é algo importante, algo prazeroso, mas atualmente há um excesso de informação", explicou a diretora do Museu da Comunicação, Jacqueline Strauss.