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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

O que está em jogo com o Marco Civil da Internet


Por Carmen Carvalho

Uma internet para ricos, outra para pobres. É assim que a rede mundial de computadores passará a ser no Brasil se a “Constituição” da internet, o Marco Civil, for aprovada conforme desejam as empresas de telecomunicações e a indústria do entretenimento e conteúdo, na votação prevista para esta semana. Se assim acontecer, a neutralidade, a privacidade e a liberdade, princípios do projeto original que favorecem a todos os cidadãos, estarão desvirtuadas para atender a uma minoria.

O Marco Civil da Internet foi criado para garantir os direitos e os deveres para os usuários e as regras para atuação das empresas e do governo. Surgiu, no final de 2009, a partir de uma inciativa do Ministério da Justiça, contou com a participação de acadêmicos e a colaboração dos demais cidadãos, que enviaram mais de 800 críticas e sugestões à proposta via um blog criado para isso. Encaminhado à Câmara dos Deputados, em 2012, o projeto foi rediscutido e o deputado Alessandro Molon (PT-RJ) assumiu a sua relatoria. Dai em diante o Marco Civil passou a sofrer duras críticas do deputado Eduardo Cunha (PMDB), que parece não estar representando os seus eleitores, mas os interesses das empresas.

Nas últimas semanas, houve a tentativa de votar o projeto a pedido da presidenta, Dilma Rouseff, mas não foi possível porque não houve consenso entre os deputados. A pressão realizada pelas empresas de telecomunicações e a indústria do entretenimento e conteúdo surtiu efeito. Depois da discussão aberta aos contrários e aos a favor do Marco Civil, realizada no dia 6 de novembro, a pedido do deputado Eduardo Cunha, espera-se que agora a votação seja realizada.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

SOPA/PIPA não: da Internet para as ruas


Centenas de pessoas foram para as ruas em Nova Iorque e São Francisco, nos EUA, nesta quarta, 18, por um motivo: protestar contra o SOPA (Stop Online Piracy Act) e o PIPA (Protect Intellectual Property Act). Os manifestantes denunciaram a influência do dinheiro da indústria do entretenimento e de lobistas para que as leis fossem para a frente.

Os projetos de lei em andamento no Congresso americano pretendem dar um basta na pirataria online, mas virou polêmica: opositores acusam de serem uma forma de censurar a internet - enquanto que as indústrias cinematográfica e da música apoiam. O presidente Barack Obama também já se declarou contra e, se for aprovada pelo Congresso, a proposta depende do aval dele.

Os manifestantes foram para as ruas no mesmo dia em que mais de 10 mil sites realizaram ações contra os projetos. A versão em língua inglesa da Wikipédia ficou todo o dia fora do ar, enquanto o Google exibiu uma tarja preta em sua página inicial. No Brasil, sites como o do Instituto de Defesa do Consumidor, da Turma da Mônica e do músico Gilberto Gil também saíram do ar em protesto.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Para jovens, liberdade na web vale mais que salário


Entre os jovens profissionais brasileiros, acessar as redes sociais no trabalho e navegar com librdade pela web pode pesar na hora de analisar uma proposta de trabalho, independente do salário oferecido.

À pesquisa, 44% dos jovens brasileiros afirmaram priorizar a liberdade das mídias sociais, a flexibilidade de dispositivos móveis e a mobilidade do trabalho em detrimento do salário.

O estudo revelou ainda que 56% dos universitários de todo o mundo rejeitariam um emprego caso a política da empresa proibisse o acesso a mídias sociais.

Segundo a Cisco Connected World Tecnology, realizadora da pesquisa, os números apontam a importância da relação entre a internet, a cultura da mão de obra e as vantagens competitivas das empresas, indicando que os métodos tradicionais de atrair e reter jovens profissionais podem ser menos importantes, uma vez que a geração “milênio” abrange a maior parte da força de trabalho.

Durante a pesquisa, foram entrevistados 2800 estudantes universitários e jovens profissionais de 14 países, incluindo o Brasil.