quinta-feira, 5 de abril de 2012

Facebook: crie sua lista de inimigos

Um novo aplicativo promete tumultuar o Facebook. Os usuários da rede poderão declarar publicamente sua lista de inimigos. O EnemyGraph é um app que permite ao usuário do Facebook elencar seus inimigos em seu próprio perfil ou na lista de amigos de outras pessoas.

Desenvolvido por pesquisadores da Universidade do Texas, nos EUA, a motivação para o projeto foi sociológica. “O Facebook possui uma positividade artificial um tanto quanto imposta. É saudável falar que você não gosta de alguma coisa, que alguém é seu inimigo, porque assim você pode criar um diálogo e agregar desgostos comuns das pessoas”, argumenta Harrison Massey, um dos estudantes envolvido na iniciativa.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Professora é demitida nos EUA após se recusar a dar senha de seu perfil no Facebook

A polêmica relação que muitos empregadores mantêm com as redes sociais, que já foi tema de uma postagem aqui no blog Interatividade, fez mais uma vítima. Trata-se da professora Kimberly Hester, que leciona na escola Less Cass Intermediate School District, em Michigan, nos Estados Unidos. Ela foi demitida por ter se recusado a revelar a senha de seu perfil no Facebook para os seus supervisores.

A confusão teve início quando o pai de um aluno foi até a escola para se queixar da professora devido a uma imagem postada por ela na rede social criada por Mark Zuckerberg. A foto em questão mostrava um colega de trabalho com as calças arriadas e estava acompanhada da legenda “pensando em você”. A ideia de Hester era apenas fazer uma piada, mas um superintendente da escola, desde então, passou a exigir a senha do perfil da professora no Facebook, mas ela se negou a repassá-la.

“Irritados, os diretores enviaram um comunicado para a Hester. ‘Na ausência de fornecer voluntariamente a senha de acesso ao Facebook, nós assumimos que aconteceu o pior e agiremos de acordo com isso’, dizia a nota. Em entrevista ao jornal South Bend Tribune, Hester revelou que foi suspensa após receber o recado e que, depois disso, sequer recebeu os pagamentos aos quais tinha direito pelo trabalho feito na escola. ‘Não fiz nada errado e não deixaria eles entrarem no meu Facebook. Não acho certo um empregador perguntar isso a você’, comentou. Hester decidiu processar a escola. O julgamento está marcado para maio”, de acordo com o site The Daily Dot.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Aluno ofende professora na internet, e pais o obrigam a fazer pedido público de desculpas

Um aluno de 16 anos, revoltado com uma lição de casa, resolveu desabafar no Facebook e acabou ofendendo a professora de Artes, Rosana Franco, de uma escola pública de Londrina (PR).

No Face, o aluno disse que gostaria de colocar fogo na professora. A postagem repercutiu na cidade, e os pais foram chamados à escola. Envergonhados, fizeram o filho pedir desculpas à professora pessoalmente, cancelar a conta na rede social e publicar, em um jornal, um outro pedido de desculpas, para que toda a cidade ficasse sabendo.

Apesar de ter ficado assustada, a professora Rosana, que tem 20 anos de profissão, disse já ter perdoado o aluno. “Óbvio, é um adolescente, foi um ato impensado”.

domingo, 1 de abril de 2012

Empresas digitais deflagram ofensiva financeira sobre a imprensa

Por Carlos Castilho 
Observatório da Imprensa 

A edição 2012 do informe sobre o estado da imprensa norte-americana aponta uma tendência que pode mudar a cara das indústrias da comunicação tanto lá como no resto do mundo, inclusive no Brasil. Trata-se do crescente interesse das principais empresas da internet nos conglomerados jornalísticos que controlam os mais importantes jornais, revistas, emissoras de rádio e de televisão do planeta.

Amazon, Google, Facebook, Yahoo! e Apple emitiram recentemente claros sinais de que podem se aproveitar das dificuldades da imprensa convencional em enfrentar a aguda queda de receitas publicitárias para fazer “ofertas irrecusáveis” de parcerias em que a cereja do bolo é o valiosíssimo arquivo de notícias publicadas ao longo de mais de um século -- e a não menos cobiçada relação entre jornais e revistas com um público fidelizado há décadas.

Até agora as gigantes da internet preocupavam-se quase que exclusivamente em disputar mercados digitais entre si, sem dar muita importância para a imprensa convencional, vista com um certo desdém pelos executivos de Silicon Valley, a Meca dos empreendedores e nerds da internet.

Mas segundo o informe State of the News Media 2012, tudo isso está mudando. O YouTube fechou uma parceria com a Reuters, por meio da qual agência de notícias começará a produzir documentários jornalísticos para serem divulgados conjuntamente pelo site de vídeos controlado pela empresa Google e pela Reuters TV. O Yahoo! fez um acordo com a rede norte-americana de televisão ABC para ter a exclusividade de divulgação dos telejornais e séries da emissora ligada ao grupo Disney.

sábado, 31 de março de 2012

Feira de Santana, na Bahia, tem sua própria rede social

A maior cidade do interior baiano resolveu inovar e criou a sua própria rede social: Feirabook. Desenvolvido pela 3it Systems, a rede social feirense nasceu em seis de março desse ano e tem atraído bastante os moradores da cidade. Já passou de cinco mil visualizações e já tem mais de 1,3 mil cadastros.

A rede lembra o Facebook, porém na timeline aparecem as atualizações de todos os participantes da rede: álbuns, fotos, comentários, o famoso "curtir", interações. O usuário que quiser mais privacidade tem que configurar a página pessoal. Diferente da rede de Mark Zuckerberg, no Feirabook qualquer pessoa pode expor seus produtos, adquirir outros e vender serviços sem nenhuma cobrança na parte dos classificados.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Motorista cego testa automóvel com piloto automático do Google

Com o intuito de avaliar o funcionamento de seu automóvel com piloto automático, o Google escolheu um motorista cego para o exame. A experiência foi registrada e a companhia publicou o vídeo no Youtube.

“Sem mãos, sem pés”, expressava Steve Mahan, com os braços para o alto, enquanto o veículo acelerava. A gravação intitulada 'Self-Driving Car Teste: Steve Mahan' mostra o passeio desse homem, com incapacidade visual de 95%, em um trajeto por sua cidade a bordo de um Toyota Prius equipado com a tecnologia do Google para autocondução.

"Estou muito acima do que se considera estar legalmente cego", comenta Mahan nas imagens, nas quais explica como a perda da visão lhe priva da realização de diversas tarefas e a relevância que representaria um automóvel como o da Google em seu dia a dia: "isto me daria independência e flexibilidade para ir a lugares onde tenho que ir e quero ir quando eu necessitar fazer coisas".

Após postar palavrão no Twitter, aluno é expulso de escola nos EUA


Não é de hoje que o blog Interatividade relata casos em que a utilização indevida do Twitter trouxe consequências nada agradáveis para os seus usuários. Depois do ocorrido com dois turistas britânicos, que foram banidos dos EUA por postar mensagens infelizes no microblog, já é conhecida a história de mais uma vítima do mau uso dessa rede social que comporta postagens com até 140 caracteres.

Cursando o último ano do ensino médio na Garrett High School, em Indiana (EUA), Austin Carroll foi expulso do colégio. O motivo? O estudante usou a palavra fuck em um dos seus tweets. Ele afirmou ter postado a mensagem quando estava em sua casa: “Se a minha conta é pessoal, não acho que a escola tenha que ficar vigiando isso. É minha conta e ninguém tem nada a ver com isso”.



quarta-feira, 28 de março de 2012

Guerra das Malvinas será resgatada passo a passo no Twitter e no Facebook nesta quinta

 
A Guerra das Malvinas, batalha travada entre Reino Unido e Argentina no ano de 1982, será reconstruída passo a passo na internet 30 anos depois. É que, nesta quinta-feira (29), o Facebook e o Twitter, amparados por uma espécie de "linha do tempo" (timeline), vão apresentar uma ordem cronológica que percorrerá todos os principais acontecimentos dos 74 dias desse conflito, que resultou na morte de três habitantes da referida ilha, 255 britânicos e 649 argentinos.

Ideia desenvolvida para marcar o 30º aniversário do conflito, a reconstrução da Guerra das Malvinas nas redes sociais também vai abordar os antecedentes prévios à invasão argentina ao arquipélago, que ocorreu no dia 2 de abril de 1982, bem como os desdobramentos da batalha, encerrada em 14 de junho daquele ano com a rendição do país latino-americano.

“O Museu Nacional da Marinha Real em Portsmouth também desdobrará, junto com outros museus britânicos, a sequência dessa guerra através das mesmas redes sociais. [...] O gerente de marketing do Museu Submarino da Marinha Real britânica, Bill Sainsbury, disse que ‘cada um dos museus do Museu Nacional da Marinha Real está envolvido nesse projeto para contar a história da última grande batalha naval do século 20, que, por sinal, terá uma perspectiva única. Confiamos em que unidos, mediante Facebook e Twitter, podemos reproduzir os fatos exatamente como ocorreram há 30 anos’”, de acordo com uma matéria da agência de notícias EFE publicada no portal do jornal Folha de S.Paulo na última terça-feira (27).

terça-feira, 27 de março de 2012

The Guardian lança 10 princípios ao “jornalismo aberto"

O jornal britânico tem buscado harmonizar e incluir a participação dos leitores na sua produção jornalística. Por conta disso, o seu diretor chefe, Alan Rusbridger (foto), anunciou no Twitter 10 princípios para o efetivo exercício do "jornalismo aberto".

Segundo ele, os princípios não são regras, mas ideias de como é possível conduzir o jornalismo nesses novos tempos de participação e colaboração cidadã na web. Confira a proposta:

A importância da regionalização da comunicação digital

Por Cleyton Carlos Torres, na edição 687 do OI

Uma das coisas mais fascinantes da globalização é a regionalização. Sim, a regionalização.
Quanto mais o mundo caminha para um ambiente altamente conectado e sem barreiras físicas, sociais ou culturais, mais observamos que a tecnologia trabalha em prol de uma comunicação mais pessoal, exclusiva, singular. É a versão 2.0 de um diálogo tête-à-tête mediado por máquinas e satélites.

Esse diálogo, é claro, não substitui o diálogo. Porém demonstra que ao mesmo tempo em que grandes conglomerados midiáticos amplificam seus tentáculos de ação, a comunicação procura, cada vez mais, migrar seu contato para uma conversa segmentada, customizada, entregando ao prosumer (produtor e consumidor de informação) grande parte daquilo que ele procura, deseja ou possivelmente almejará. Não há mais espaço para a massificação generalizada. O próprio número crescente de emissoras afiliadas é uma prova dessa regionalização da comunicação.

É claro que não podemos ser utópicos pensando que o marketing facilmente sairá dos grandes centros urbanísticos de um país, como São Paulo, Rio de Janeiro ou Porto Alegre, para regiões densamente povoadas e industrializadas mas que não possuem o merecido destaque do universo da comunicação. É possível contar em uma mão (com sobra de dedos) agências, empresas ou eventos focados para locais fora das capitais.