Por Cleyton Carlos Torres, publicado no OI em 25/10/2011
Traçar um cenário com um nível de previsão satisfatório e isento de erros quando o assunto abordado é o universo digital online é praticamente impossível. A internet é um ecossistema complexo e altamente impactado pelo comportamento e desejos humanos. Não há como definir com exatidão o que o digital irá imputar no futuro, mas é possível realizar alguns levantamentos do que ocorre hoje.
A internet, como um todo, já obrigou o jornalismo a rever muitos de seus conceitos básicos. O fato de unir em uma mesma plataforma todos os formatos existentes de meios de comunicação tradicionais existentes, resultando em uma mídia totalmente nova, a web, já seria o suficiente para bons debates e reflexões. Entretanto, o digital foi além da unificação dos meios. Ele possibilitou o “barateamento” da produção de informação. Nunca produzir conteúdo foi tão fácil, rápido e, principalmente, acessível para uma massa que até então só agia como receptora. Aliás, esse é outro fator que se desenvolveu na internet, que democratizou os produtores e praticamente extinguiu a linha de produção informacional no estilo fordismo com o qual o jornalismo trabalhava livremente.
A interação é essencial
Com o advento em massa e em escala global das mídias sociais, tais fatores foram maximizados e acelerados. O universo com qual o jornalismo estava apto a exercer sua função foi sucumbido, dando espaço para que usuários comuns também trabalhassem – e publicassem – suas opiniões. Até mesmo o tradicional agenda setting, onde a imprensa pautava a sociedade, sofre profundas mudanças e começa a ser obrigado a ouvir as impressões dos leitores. Com isso, é possível afirmar que a internet mudou, de maneira sem precedentes, o modo de se fazer jornalismo. Porém, é na mídia social que uma das maiores mudanças se consagra. A distribuição da informação ganha novos patamares, sendo capaz de atingir, ao mesmo tempo, massas colossais e impactar públicos segmentados de forma customizada.