sábado, 29 de outubro de 2011

Como as mídias sociais estão impactando o jornalismo?


Por Cleyton Carlos Torres, publicado no OI em 25/10/2011
Traçar um cenário com um nível de previsão satisfatório e isento de erros quando o assunto abordado é o universo digital online é praticamente impossível. A internet é um ecossistema complexo e altamente impactado pelo comportamento e desejos humanos. Não há como definir com exatidão o que o digital irá imputar no futuro, mas é possível realizar alguns levantamentos do que ocorre hoje.

A internet, como um todo, já obrigou o jornalismo a rever muitos de seus conceitos básicos. O fato de unir em uma mesma plataforma todos os formatos existentes de meios de comunicação tradicionais existentes, resultando em uma mídia totalmente nova, a web, já seria o suficiente para bons debates e reflexões. Entretanto, o digital foi além da unificação dos meios. Ele possibilitou o “barateamento” da produção de informação. Nunca produzir conteúdo foi tão fácil, rápido e, principalmente, acessível para uma massa que até então só agia como receptora. Aliás, esse é outro fator que se desenvolveu na internet, que democratizou os produtores e praticamente extinguiu a linha de produção informacional no estilo fordismo com o qual o jornalismo trabalhava livremente.

A interação é essencial

Com o advento em massa e em escala global das mídias sociais, tais fatores foram maximizados e acelerados. O universo com qual o jornalismo estava apto a exercer sua função foi sucumbido, dando espaço para que usuários comuns também trabalhassem – e publicassem – suas opiniões. Até mesmo o tradicional agenda setting, onde a imprensa pautava a sociedade, sofre profundas mudanças e começa a ser obrigado a ouvir as impressões dos leitores. Com isso, é possível afirmar que a internet mudou, de maneira sem precedentes, o modo de se fazer jornalismo. Porém, é na mídia social que uma das maiores mudanças se consagra. A distribuição da informação ganha novos patamares, sendo capaz de atingir, ao mesmo tempo, massas colossais e impactar públicos segmentados de forma customizada.

Dois novos usuários se cadastram na rede social LinkedIn a cada segundo

Dois novos usuários a cada segundo que passa: esta é a média que a  rede social profissional LinkedIn tem recebido. O dado foi divulgado pela vice-presidente da divisão de Iniciativas Estratégicas da companhia, Ellen Levy, no evento Nokia World, ocorrido em Londres na última quarta-feira (26).

No evento, a LinkedIn e outras redes sociais estiveram no centro dos debates, como informa uma matéria da agência de notícias EFE publicada no portal G1 nesta semana. "As redes sociais podem apresentar melhorias na eficiência dos trabalhadores e na competitividade das empresas, já que permitem a troca de informações entre ambas as partes. 'Fazem com que as coisas sejam feitas', segundo William Kennedy, vice-presidente da equipe de Comunicações em Escritório e Experiências Móveis da Microsoft. O fundador da Seesmic, Loïc le Meur, considerou que as companhias têm que se dar conta que as redes sociais 'não são mais coisas de adolescentes'. Com relação ao uso das redes sociais nos aparelhos móveis, Le Meur declarou que a escrivaninha tradicional 'está morta'. 'Olhamos para elas como velhos filmes de fita cassete', acrescentou", diz um trecho do texto.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Canal Bloomberg retransmite programação ao vivo e grátis para o IPad

O canal de notícias do mercado financeiro, o Bloomberg, lançou esta semana o “Bloomberg TV+”, que retransmitirá via tablet sua programação durante as 24 horas. O aplicativo é gratuito e permite acesso a conteúdos multimídia, a biografias, a cotizações da bolsa e demais informações financeiras.

O chefe do departamento Móvil da Bloomberg, em entrevista a Mashable Entertainment, disse que o objetivo da experiência é fornecer aos usuários informação contextualizada e aproximar mais a marca das pessoas.

"Bloomberg TV +" mantém um arquivo de notícias recentes, incluindo entrevistas e dados sobre mercados de risco. O utilizador pode criar listas de reprodução de conteúdo de vídeo, para ver quando quiser, e também compartilhar e comentar sobre histórias dentro do aplicativo. E o sempre presente notícias do mercado pode ser personalizado pelo usuário.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

TV do futuro já era pensada por Steve Jobs e Apple deve lançá-la em 2012

Steve Jobs sabia como seria a TV do futuro e a Apple já deve estar, inclusive, produzindo-a. Quem garante é o biógrafo Walter Isaacson, responsável pela biografia autorizada de Jobs, falecido no início de outubro. Em uma das entrevistas para a biografia, o fundador da Apple teria dito a ele: "Eu gostaria de criar um aparelho de televisão integrado que fosse completamente fácil de se usar. Seria perfeitamente sincronizado com todos os seus dispositivos e com o iCloud. Esse televisor terá uma interface de uso mais simples do que você pode imaginar".

A Apple já estaria planejando o lançamento de uma TV inteligente, com um sistema de fácil uso. Tanto que alguns indícios levantados por alguns veículos especializados em tecnologia apontam para o lançamento no mercado de uma TV com um software da Apple integrado para algum momento do próximo ano. Essa televisão teria um sistema iOS, que permitiria a Apple transformar o aparelho de TV em um produto que iria além da exibição de vídeos. O equipamento funcionaria também como uma ferramenta para jogos, aplicativos, navegação pela programação e comentários nas redes sociais sobre o vídeo do YouTube que você está assistindo naquele momento.

“Além disso, essa futura TV poderia se conectar de forma simples aos outros dispositivos Apple, como o iPhone, iPad e o MacBook Air, dando uma linha de produtos totalmente integrados. Jobs ainda cita que o iCloud poderia se tornar o fio condutor de todos esses produtos, entregando o conteúdo para qualquer dispositivo Apple que você desejar”, informa o site VentureBeat em uma matéria publicada na última sexta-feira (21).

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Explode uso do livro eletrônico nos EUA

Ao contrário do que previam os especialistas, os avanços nas vendas dos conteúdos digitais para dispositivos eletrônicos têm sido assombroso nos Estados Unidos. Em 2010, as vendas alçaram 10% quando os editores esperavam entre 1% e 2%. Este ano já estão em 15%, segundo a Associaçao Book Industry Study Group (BISG)

Outros dados da BISG apontam que 25% dos leitores em papel passaram aos dispositivos eletrônicos, lendo em média um livro ou mais por semana. Desses, 75% tem aprovado e gostado da mudança. E seu perfil é o de um leitor que prefere o livro eletrônico aos tablets, que em sua maioria é do sexo feminino, tem entre 30 e 44 anos, é culto e morador de bairros residenciais.


terça-feira, 25 de outubro de 2011

Brasil vai usar redes sociais no combate à dengue


Entre as estratégias do Ministério da Saúde para combater a dengue está o monitoramento de redes sociais. O anúncio foi feito no dia 10 desse mês e a ação terá início já em novembro, nos municípios com mais de 100 mil habitantes.

A ideia é que o monitoramento ajude a localizar regiões com surtos da doença. Mensagens com palavras que remetem à doença, como febre, serão rastreadas no Twitter e no Facebook e mapeadas de acordo a região de onde a mensagem foi postada. Dessa forma, as equipes de combate ao mosquito transmissor poderão focar mais os trabalhos em umas regiões que outras das cidades.

O Ministério da Saúde, no entanto, não vai ficar só nas redes sociais. Segundo o anúncio, "o Ministério utilizará todos os meios de informação para antecipar as ações contra a dengue. As redes sociais serão usadas dentro dessa estratégia”.

Twitter do Min. da Saúde: @minsaude
Facebook do Min. da Saúde: facebook.com/minsaude

Mais tablets que netbooks


Segundo pesquisa da ABI Research, as vendas de tablets superaram as de netbooks pela primeira vez: foram 13,6 milhões de tablets contra 7,3 milhões de netbooks vendidos no segundo trimestre de 2011 em todo o mundo.

No trimestre anterior, a venda de netbooks era de 8,4 milhões contra os 6,4 milhões de tablets. “Os tablets são vistos como aparelhos mais fáceis de usar, em comparação ao teclado e ao mouse necessário para a interação com um netbook”, diz Jeff Orr, da ABI Research. “Apesar disso, o custo não é algo que leva ao interesse em tablets. Em média, os tablets saem por US$ 600 e o netbook médio sai por quase a metade disso”.

De acordo com a pesquisa, 68% das vendas de tablets são do iPad, da Apple. A expectativa é de que 32 milhões de netbooks e 60 milhões de tablets sejam vendidos em todo o mundo em 2011.

Veja +

Pesquisa revela que uma em cada três pessoas prefere conhecer pretendentes na internet

A interatividade proporcionada pela internet tem provocado profundas alterações nas relações interpessoais. Se antes era comum sair à noite para conhecer futuros(as) namorados(as), atualmente a maioria das pessoas prefere conhecer os pretendentes pela internet. Pelo menos, é assim que vem acontecendo no Reino Unido. De acordo com dados revelados pelo jornal inglês Daily Mail, um em cada três solteiros no país acredita que pode encontrar pessoas melhores na grande rede. Apenas um em cada seis britânicos afirma que seria melhor conhecer alguém em um bar ou pub, enquanto somente um para cada 12 considera as boates como melhor opção para se arrumar um “bom partido”.

Aproximadamente duas mil pessoas foram ouvidas na pesquisa e mais de 80% delas acreditam que as redes sociais são a melhor maneira de encontrar pessoas – não somente para namorar, como também para criar novos amigos. Outros dados da pesquisa são bastante curiosos. Como o de que 84% dos entrevistados confirmaram que sairiam com alguém com quem ainda não conhecessem pessoalmente, mas já tivessem conversado online.

"Tradicionalmente, isso era um tabu. No entanto, atualmente, parece que as pessoas perceberam o quanto a internet pode ajudar. Com a vida sendo tão atarefada atualmente, as pessoas saem mais com os amigos e não gostam de perder tempo flertando", explicou ao Daily Mail a CEO do site de relacionamentos Badoo, que encomendou a pesquisa, Jessica Powell.

Infográfico: 10 anos de iPod

Muito interessante o infográfico produzido pela equipe do Estadão e publicado hoje no caderno Link. Clique sobre a imagem para ampliá-la.


Suportes tradicionais e a realidade midiática

Por Magda Kaufmann, publicado no OI

"Considerado por diversos autores uma revolução tão importante quanto a provocada pelo desenvolvimento da máquina a vapor, o computador abriu uma nova porta para a humanidade. Através dele foi possível conectar o mundo, descentralizar o conhecimento e a informação. O surgimento constante de novos suportes desenvolve e aumenta as possibilidades das mais diversas comunicações midiáticas, proporcionando uma nova forma de consumo e influenciando o comportamento do consumidor inserido nessa tecnologia.

Hoje, é impossível se pensar em qualquer trabalho sem que exista algum tipo de tecnologia envolvida. Mas, com certeza, é na área do conhecimento e da informação que se encontra a maior influência do desenvolvimento tecnológico do último século. Há algum tempo, a diferença entre o conhecer e ignorar estava em saber ler e ter acesso a livros. Isso já não é mais suficiente. É preciso também possuir poder financeiro, conhecimento tecnológico e tempo para se atualizar continuamente. Todos os dias surgem novos suportes e diferentes formas de se acessar o conhecimento.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Sistema de filtros é um perigo ao acesso livre de informações na internet

Antes eram os jornalistas gatekeeper, os chamados porteiros, os responsáveis por filtrar as informações que chegariam ao público, levando em conta critérios como relevância e interesse público. Hoje, do site de notícias ao blog de fofocas de celebridades às redes sociais, todos têm filtros, um sistema que rastreia o perfil do usuário e dá a ele o que “seria do seu interesse”. 

Os perigos e os excessos dessa personalização da informação na internet são questionados por Eli Pariser, autor do livro The Filter Bubble - What the Internet Is HidingFrom You. Para ele, cada vez mais os usuários estão menos expôs a ideias diferentes e mais isoladas em bolhas que nada podem acrescentar. O sistema de algoritmos de filtros é como um Big Brother, um vigilante constante, que tanto pode ser usado para fins comerciais como delimitar o acesso a informações em estados autoritários.

domingo, 23 de outubro de 2011

Morte de Muammar Gaddafi, capas alternativas ao sensacionalismo grotesco

Dia 21 de outubro, sábado, a morte de Muammar Gaddafi, o ex-líder máximo da Líbia, foi estampada em diferentes jornais pelo mundo com imagens fortes e perturbadoras. Seu corpo e seu sofrimento foram expostos sem pudor. Enquanto alguns escolheram essa forma sensacionalista, outros usaram a criatividade, o bom senso e respeitaram o leitor e o direito de qualquer ser humano, independente dos seus feitos, a ter um morte privada. 

A exploração do acontecimento não se restringiu aos jornais, a televisão e a internet - em webjornais, sites de notícias e blogs -  também exploraram ao máximo vídeos e fotos de Gaddafi ensanguentado, encurralado pelos "rebeldes" ou o seu cadáver em exposição. Nas devidas proporções, o mesmo aconteceu quando Saddan Hussein foi preso e depois morto e há poucos meses com a morte de Osama Bin Laden.